A Apple estuda utilizar modelos de inteligência artificial desenvolvidos por empresas rivais na reformulação da Siri, prevista para 2026. De acordo com fontes, a companhia firmou nesta semana um acordo com o Google para testar um modelo criado pela gigante de Mountain View. O objetivo é integrar a tecnologia ao assistente de voz, que passará a operar com três componentes principais: um planejador, um sistema de busca na web e em dispositivos, e um resumidor de informações.
A Apple avalia adotar o modelo do Google especificamente para a função de planejador, mas não descarta alternativas. A Anthropic, responsável pelo Claude, chegou a liderar as negociações após análises internas da Apple apontarem melhor desempenho em relação ao Gemini, também do Google. Contudo, o alto custo exigido pela Anthropic estimado em mais de US$ 1,5 bilhão anuais levou a empresa a optar por condições financeiras mais favoráveis com o Google, abrindo caminho para a colaboração atual.
Além da nova Siri, a Apple trabalha em um agente de inteligência artificial voltado para um futuro serviço, possivelmente chamado “Apple Health+”, com lançamento previsto também para 2026. Paralelamente, a empresa estuda novas aquisições no setor, como Perplexity e Mistral, em meio à perda de profissionais especializados na equipe responsável por seus modelos fundamentais de IA.