O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista coletiva após a Assembleia Geral da ONU, que ficou satisfeito com o breve encontro que teve com Donald Trump em Nova York. Segundo ele, houve uma “química” entre os dois e essa aproximação pode abrir caminho para uma reunião mais ampla. “Torço para que dê certo, porque Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente”, declarou.
Trump também comentou o encontro em seu discurso na ONU, destacando que teve uma “química excelente” com Lula e que pretende se reunir com o presidente brasileiro na próxima semana por videoconferência. O norte-americano aproveitou a ocasião para reiterar críticas ao processo judicial no Brasil, afirmando haver “censura, repressão e perseguição a críticos políticos”. Fontes do governo confirmaram as tratativas para a reunião.
Na coletiva, Lula disse que pretende discutir com Trump as recentes sobretaxas impostas a produtos brasileiros, além de temas como economia digital e inteligência artificial. Ele também mencionou a possibilidade de conversar sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, apontando que tanto ele quanto Trump mantêm relação próxima com Vladimir Putin. “Se um amigo pode muita coisa, dois amigos podem muito mais”, afirmou.