A chegada de passageiros internacionais ao Aeroporto Internacional de Orlando vem sendo marcada pela adoção crescente de sistemas de reconhecimento facial, que já permitem a verificação da identidade de viajantes em poucos segundos. A tecnologia, utilizada recentemente por cidadãos norte-americanos vindos da Costa Rica, compara as imagens captadas no momento com fotos arquivadas no banco de dados da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), eliminando a necessidade do uso físico do passaporte. Segundo autoridades federais, o novo procedimento reduziu em 43% o tempo de espera na alfândega, impulsionando o avanço de projetos biométricos no terminal, atualmente o nono mais movimentado do país.
O aeroporto planeja expandir o uso de biometria para todo o fluxo de viagem, desde o despacho de bagagens até o embarque, e iniciará em breve um projeto-piloto de 90 dias para passageiros internacionais em partida. A CBP afirma que o sistema possui taxa de acerto de aproximadamente 99% e descarte rápido das imagens de cidadãos norte-americanos, que podem optar pelo procedimento tradicional com passaporte físico. Já estrangeiros e residentes permanentes serão obrigados a passar pelo registro fotográfico, conforme novas exigências federais que entram em vigor em 26 de dezembro.
Apesar do avanço tecnológico e da promessa de maior eficiência, grupos de defesa da privacidade demonstram preocupação com possíveis riscos de vigilância ampliada e com a segurança dos dados coletados. Especialistas citam estudos que indicam taxas de erro mais altas em determinados grupos demográficos e alertam para a necessidade de salvaguardas rigorosas. Responsáveis pelo aeroporto e pelas empresas envolvidas afirmam que sistemas mais modernos incorporam mecanismos contínuos de detecção e correção de vieses, além de permitirem a identificação rápida e de múltiplos passageiros simultaneamente. A TSA também vem instalando tecnologias biométricas em voos domésticos, ampliando a presença desses sistemas na aviação norte-americana.