O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) aumentou para 30% a possibilidade de formação de uma nova depressão ou tempestade tropical no Atlântico nos próximos sete dias. O sistema, que na manhã desta segunda-feira (14) estava localizado a cerca de 1.600 quilômetros a leste-sudeste das Bermudas, apresenta chuvas e tempestades desorganizadas associadas a uma área de baixa pressão. No domingo, a probabilidade de desenvolvimento era de 20%. Apesar do aumento, fortes ventos em níveis elevados da atmosfera ainda dificultam a organização do sistema neste momento.
Segundo o NHC, a área de baixa pressão deve seguir em direção oeste-noroeste pelo Atlântico subtropical central e encontrar condições mais favoráveis para um desenvolvimento gradual entre o meio e o fim desta semana. Caso o sistema alcance intensidade suficiente para se tornar uma tempestade tropical, o próximo nome da lista de 2026 será Fay. Até agora, a temporada registrou cinco tempestades tropicais: Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly e Edouard, mas nenhuma chegou à categoria de furacão. Edouard foi o sistema mais recente e atingiu a Louisiana antes de avançar sobre o Texas, com o último aviso do NHC emitido em 3 de setembro.
A temporada de furacões do Atlântico começou em 1º de junho e termina em 30 de novembro, enquanto o período de maior atividade normalmente ocorre entre meados de agosto e meados de outubro. Para 2026, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) reduziu suas expectativas e prevê entre sete e 13 tempestades nomeadas, das quais duas a seis podem se transformar em furacões. A agência também estima a possibilidade de nenhuma formação de grande intensidade ou, no máximo, dois grandes furacões durante a temporada. Em comparação, uma temporada média registra 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três sistemas que atingem a categoria 3 ou superior.