Um homem condenado por um homicídio ocorrido em 1990 deve ser executado na noite desta terça-feira (21) na Flórida. Chadwick Scott Willacy, de 58 anos, está programado para receber uma injeção letal às 18h na Florida State Prison, após ter sido condenado por assassinato em primeiro grau, roubo, incêndio criminoso e invasão de domicílio. A vítima, Marlys Sather, foi morta após retornar para casa durante o horário de almoço e surpreender o criminoso em setembro de 1990.
De acordo com registros judiciais, Willacy agrediu a vítima com um objeto contundente, causando fratura no crânio, e posteriormente a imobilizou com fios e fita adesiva. Em seguida, tentou estrangulá-la e, sem sucesso, utilizou gasolina para incendiá-la. A autópsia indicou que Sather morreu por inalação de fumaça, o que aponta que ainda estava viva no momento em que foi atingida pelo fogo. Após o crime, o condenado roubou o carro e outros pertences da vítima, além de utilizar seu cartão bancário para sacar dinheiro.
O caso teve desdobramentos judiciais ao longo dos anos, incluindo a determinação da Suprema Corte da Flórida para um novo julgamento de sentença em 1994, resultando em uma nova condenação à pena de morte em 1995. A execução ocorre em meio a um aumento no número de penas capitais no estado sob a gestão do governador Ron DeSantis, que liderou um volume elevado de execuções recentes. Os recursos finais do condenado foram rejeitados pela Justiça estadual, enquanto pedidos também foram apresentados à Suprema Corte dos Estados Unidos.