Um projeto de lei aprovado na Flórida determina a obrigatoriedade do ensino de escrita cursiva nas escolas de ensino fundamental e aguarda a sanção do governador Ron DeSantis. A proposta estabelece que alunos da educação básica recebam instrução formal nesse tipo de escrita ao longo dos primeiros anos escolares, com exigência de domínio até o quinto ano. Caso seja sancionada, a medida passará a integrar o currículo das escolas públicas do estado a partir do ano letivo de 2026 a 2027.
A iniciativa marca uma mudança nas diretrizes educacionais locais, em um contexto de crescente digitalização do ensino. Nos Estados Unidos, o ensino da escrita cursiva perdeu espaço nas últimas décadas, com a priorização de habilidades digitais e o uso de teclados. A aprovação do projeto ocorre após debates sobre a importância da escrita manual no desenvolvimento cognitivo, especialmente em relação à memória, coordenação motora e aprendizagem da leitura.
No Brasil, por outro lado, a escrita cursiva e os exercícios de caligrafia sempre fizeram parte da formação escolar desde os primeiros anos. Tradicionalmente, estudantes brasileiros aprendem a escrever nesse formato ainda na alfabetização, utilizando cadernos específicos para treinar traços, proporções e legibilidade. Esse modelo consolidou a cursiva como padrão predominante no país, o que contrasta com o cenário americano e ajuda a explicar o interesse recente em retomar esse tipo de ensino em estados como a Flórida.