O horário de verão já começou em grande parte dos Estados Unidos neste domingo (8). Às 2h da madrugada, os relógios foram adiantados em uma hora em vários estados do país, marcando o início do chamado Daylight Saving Time. Com a mudança, muitas pessoas perderam uma hora de sono durante a noite, mas passarão a ter mais luz natural no fim do dia nos próximos meses. A alteração segue até novembro, quando os relógios voltarão uma hora para marcar o fim do período.
A maioria dos dispositivos digitais — como celulares, computadores e relógios inteligentes — atualizou o horário automaticamente, mas aparelhos analógicos ainda precisam ser ajustados manualmente. Nem todos os estados participam da mudança: Hawaii e a maior parte do Arizona não adotam o horário de verão, assim como territórios dos EUA, incluindo Porto Rico e Guam. A prática também existe em outras regiões do mundo, como partes do Canadá e da Europa, embora muitos países tenham abandonado o sistema ou utilizem calendários diferentes para a mudança.
O horário de verão foi criado em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de economizar combustível ao aproveitar melhor a luz solar. A prática voltou a ser adotada em períodos como a Segunda Guerra Mundial e a crise energética dos anos 1970, sendo padronizada nacionalmente em 1966 com o Uniform Time Act. Apesar disso, o sistema continua gerando debates, especialmente por possíveis impactos na saúde e no sono. Nos últimos anos, parlamentares em Washington têm apresentado propostas para acabar com a mudança semestral de horário, incluindo projetos como o Sunshine Protection Act, que pretende tornar o horário de verão permanente em todo o país.