Após nevasca histórica, cidades do Nordeste enfrentam gelo e dificuldades na retomada

Por Márcio Jandrey, Portal América.

A região nordeste dos Estados Unidos segue enfrentando os efeitos de uma forte nevasca que atingiu diversos estados no início da semana. Nesta quarta-feira (25), embora o volume adicional previsto seja inferior ao registrado no auge da tempestade, autoridades alertaram para o risco de recongelamento durante a noite, o que pode formar placas de gelo quase invisíveis nas estradas. O National Weather Service destacou que a combinação entre neve derretida e queda nas temperaturas aumenta o perigo para motoristas e pedestres. Com o avanço da manhã e a elevação gradual dos termômetros, parte da neve acumulada transformou-se em lama, dificultando ainda mais a locomoção em áreas urbanas e suburbanas.

Os impactos foram significativos em estados como Massachusetts, Rhode Island, New Jersey e Delaware, onde milhares de residências chegaram a ficar sem energia elétrica. Embora grande parte do serviço tenha sido restabelecida, cerca de 160 mil clientes ainda estavam sem luz em Massachusetts na manhã de quarta-feira. Em New York City, a prefeitura mobilizou uma grande operação de resposta, espalhando aproximadamente 65 milhões de quilos de sal nas ruas e contratando ao menos 3,5 mil trabalhadores emergenciais para limpar pontos de ônibus e vias públicas. Em Providence, caminhões passaram a transportar neve para áreas específicas de descarte, enquanto autoridades avaliam a abertura de novos locais devido ao volume excepcional acumulado.

A tempestade de segunda-feira (23) foi classificada como histórica em algumas localidades. Em Rhode Island, o acúmulo ultrapassou 90 centímetros, superando marcas registradas desde a famosa nevasca de 1978. O meteorologista Ryan Maue estimou que, se toda a neve que caiu entre Maryland e Maine fosse concentrada apenas em Manhattan, formaria uma pilha com mais de 1,6 quilômetro de altura. Apesar dos transtornos, que incluíram cancelamento de voos, interrupções no transporte público e fechamento temporário de escolas, a normalização começou gradualmente, com redes escolares retomando aulas presenciais e aeroportos voltando a operar, ainda que sob monitoramento constante das condições climáticas.

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