O Department of Homeland Security (DHS) anunciou neste domingo (22) que o programa Global Entry será suspenso enquanto durar a paralisação parcial do governo federal, iniciada em 14 de fevereiro após impasse entre democratas e a Casa Branca sobre o financiamento do órgão. Inicialmente, a pasta também havia informado que encerraria temporariamente o TSA PreCheck, mas voltou atrás e manteve o serviço ativo. A agência afirmou que, diante de restrições de pessoal, avaliará ajustes operacionais caso a caso. O impasse político está ligado a divergências sobre políticas migratórias centrais para a agenda de deportações do presidente Donald Trump.
A suspensão do Global Entry ocorre em um momento delicado para o setor aéreo, já pressionado por uma forte tempestade de inverno que atinge a Costa Leste dos Estados Unidos. Aeroportos como o John F. Kennedy International Airport, o LaGuardia Airport e o Boston Logan International Airport registraram cancelamentos em massa, com nove em cada dez voos previstos para segunda-feira cancelados. O Global Entry permite que viajantes previamente aprovados utilizem quiosques rápidos na chegada ao país, reduzindo o tempo médio de espera na imigração de até 90 minutos para cerca de 5 a 10 minutos, segundo estimativas do setor. Apesar da suspensão, até o meio-dia de domingo os tempos de espera em muitos aeroportos permaneciam abaixo de 15 minutos, conforme dados do aplicativo da TSA.
Entidades do setor aéreo criticaram a decisão e pediram um acordo rápido no Congresso para encerrar a paralisação. A U.S. Travel Association afirmou que a manutenção do PreCheck evitou uma crise maior nos aeroportos, enquanto o grupo Airlines for America declarou que o anúncio foi feito com aviso extremamente curto aos passageiros, dificultando o planejamento das viagens. Parlamentares democratas também acusaram o governo de usar programas que agilizam e tornam mais segura a experiência nos aeroportos como instrumento de pressão política em meio ao impasse orçamentário.