Dia da Marmota “acerta” previsão e frio histórico derruba recordes na Flórida Central

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O Dia da Marmota, celebrado em 2 de fevereiro nos Estados Unidos e no Canadá, ganhou um simbolismo ainda mais forte neste ano diante da intensa onda de frio que atinge grandes áreas do Hemisfério Norte. A tradição, popularizada mundialmente pelo filme Feitiço do Tempo, sustenta que, se a marmota vê sua própria sombra ao sair da toca, o inverno continuará rigoroso por mais seis semanas. Em Punxsutawney, na Pensilvânia, palco da celebração mais famosa, a marmota Phil confirmou exatamente esse cenário ao “prever” a permanência do inverno durante o 140º ano do evento, acompanhado por uma multidão de curiosos.

A previsão folclórica se confirma na realidade climática observada nos Estados Unidos. Na Flórida Central, uma região pouco acostumada a temperaturas extremas, o frio quebrou recordes históricos pelo segundo dia consecutivo. Estações meteorológicas registraram as menores mínimas já observadas para o início de fevereiro desde o fim do século XIX. Cidades como Orlando, Sanford e Daytona Beach amanheceram com temperaturas muito abaixo das médias históricas, enquanto Melbourne e Fort Pierce estabeleceram novos recordes de frio para todo o mês de fevereiro, reforçando a força da massa de ar ártico que avança pelo país.

Na Flórida, o impacto do frio extremo tem sido sentido de forma ampla e incomum para um estado historicamente associado ao clima quente. O Serviço Nacional de Meteorologia manteve alertas de frio intenso para a Flórida Central, com destaque para o risco elevado de geadas durante a madrugada, fenômeno raro na região. Em áreas como Orlando e arredores, moradores relataram gramados congelados, lagos com fina camada de gelo e prejuízos potenciais à agricultura, especialmente em plantações sensíveis às baixas temperaturas. Mesmo com a expectativa de leve aquecimento ao longo do dia, os meteorologistas alertam que as noites continuam críticas, reforçando a excepcionalidade deste inverno e colocando a Flórida no centro de uma onda de frio histórica que desafia padrões climáticos tradicionais do estado.

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