Um novo projeto de lei apresentado na Flórida pode endurecer as regras sobre o uso de celulares por motoristas e ampliar o combate à direção distraída no estado. O Senate Bill 1152, protocolado antes do início da sessão legislativa de 2026, propõe tornar ilegal segurar ou apoiar um telefone ou outro dispositivo eletrônico enquanto se conduz um veículo, mesmo quando parado em semáforos ou em congestionamentos. Atualmente, a lei estadual proíbe principalmente o envio de mensagens de texto ao volante. A proposta, de autoria da senadora republicana Erin Grall, amplia essa proibição e define de forma abrangente o uso “manual”, incluindo segurar o aparelho com uma ou ambas as mãos ou apoiá-lo em qualquer parte do corpo, como o colo.
Se aprovado, o projeto exigirá que motoristas utilizem apenas tecnologias viva-voz para ligações, GPS e aplicativos de navegação, como sistemas integrados ao veículo ou conexões via Bluetooth. A medida não se aplicaria a socorristas em serviço e exclui rádios pequenos ou sistemas já instalados nos veículos. O texto também prevê salvaguardas de privacidade, proibindo que agentes de segurança apreendam ou revistem celulares sem mandado judicial. As penalidades variam conforme a reincidência e o local da infração: motoristas flagrados em zonas escolares ou áreas de obras podem receber multa de US$ 150 e três pontos na carteira, com punições progressivas que podem chegar a US$ 500, quatro pontos adicionais e suspensão da carteira por 90 dias em uma terceira infração.
Autoridades estaduais afirmam que a direção distraída continua sendo um problema persistente na Flórida. Dados mais recentes indicam que, em 2024, quase 300 pessoas morreram e mais de 2.200 ficaram gravemente feridas em acidentes envolvendo motoristas distraídos, com uma colisão ocorrendo a cada 44 segundos no estado e cerca de um em cada sete acidentes relacionado a distrações ao volante. Defensores do projeto apontam que leis semelhantes já foram adotadas em cerca de 30 estados e em Washington, D.C., com redução de acidentes fatais. O projeto será analisado durante a sessão legislativa de 2026, que começa em 13 de janeiro, e precisará ser aprovado por comissões e pelos plenários da Câmara e do Senado antes de seguir para o governador. Se sancionada, a nova lei entraria em vigor em 1º de outubro de 2026.