Trump anuncia bloqueio total a petroleiros e diz que Venezuela está “completamente cercada”

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O presidente Donald Trump elevou o tom contra a Venezuela nesta terça-feira (16) ao afirmar que o país está “completamente cercado” e ao anunciar um bloqueio total a petroleiros já alvos de sanções que entrem ou saiam do território venezuelano. Em publicações nas redes sociais, Trump acusou Caracas de roubar petróleo e terras dos norte-americanos. Segundo o presidente, a Venezuela estaria cercada pela “maior armada já reunida na história da América do Sul”, e a ofensiva só aumentaria até que o país devolvesse bens supostamente apropriados de forma ilegal.

Trump também classificou o regime de Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”, alegando que o petróleo venezuelano financia crimes como tráfico de drogas, de pessoas, assassinatos e sequestros. Com base nessas acusações, determinou o bloqueio completo de embarcações sancionadas, medida que atinge diretamente o coração da economia venezuelana. De acordo com o site Axios, ao menos 18 petroleiros punidos pelos Estados Unidos estariam atualmente em águas venezuelanas. O endurecimento ocorre mesmo com a Venezuela ainda exportando cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia, muitas vezes por meio do uso de “navios fantasmas”, que trocam de nome e bandeira para driblar sanções internacionais.

Em resposta, o governo de Nicolás Maduro reagiu com veemência, classificando as declarações de Trump como uma “ameaça grotesca” e “absolutamente irracional”. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que a decisão viola o direito internacional, a livre navegação e o comércio marítimo, e anunciou que levará o caso à Organização das Nações Unidas. A Venezuela reiterou que não aceitará pressões externas e prometeu defender sua soberania sobre recursos naturais e rotas marítimas. A tensão aumentou ainda mais após a recente apreensão, por forças americanas, de um navio petroleiro no Caribe — ação que Maduro chamou de “pirataria naval criminosa” e que, segundo a Reuters, contribuiu para a retenção de cerca de 11 milhões de barris de petróleo em águas venezuelanas.

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