A Disney vem ampliando de forma estratégica o uso de inteligência artificial dentro da companhia, indo além do acordo bilionário firmado com a OpenAI. De maneira discreta, a empresa passou a disponibilizar novas ferramentas internas de IA para seus funcionários, incluindo o DisneyGPT, um chatbot corporativo criado para auxiliar em tarefas do dia a dia, como abertura de chamados de TI, consulta a diretórios de colaboradores e análise financeira de projetos. A versão beta da ferramenta foi apresentada aos funcionários em um e-mail enviado em 2 de outubro, no qual a Disney descreveu o sistema como um “novo parceiro de produtividade”, pensado para “desbloquear a magia da imaginação” no ambiente de trabalho.
Funcionários ouvidos pela imprensa afirmam que a iniciativa reflete uma mudança clara na postura da empresa em relação à tecnologia. Um engenheiro de software veterano disse que a Disney “entende claramente para onde o mercado está indo”, embora ainda exista certa cautela interna quanto à dependência excessiva dessas ferramentas. Além do DisneyGPT, a companhia trabalha em um projeto mais ambicioso, de codinome “Jarvis”, inspirado no assistente virtual do Homem de Ferro. Diferentemente de um chatbot tradicional, a proposta é criar uma IA mais autônoma, capaz de executar tarefas completas em nome dos funcionários. Pessoas envolvidas no desenvolvimento afirmam, porém, que o sistema ainda está em estágio inicial e longe de estar pronto para uso amplo.
Apesar do avanço, a Disney reforça que a adoção de IA não significa substituir pessoas. Em seus comunicados internos e políticas oficiais, a empresa destaca que segue uma abordagem “responsável e centrada no ser humano”, deixando claro que a criatividade continuará sendo o motor principal do negócio. “Os humanos são, e continuarão sendo, o coração criativo da companhia”, afirma a empresa, ressaltando que a tecnologia deve atuar como ferramenta de apoio e não como substituta da imaginação, da curiosidade e do talento que historicamente definem a marca Disney.