Democratas divulgam imagens inéditas da ilha de Jeffrey Epstein após autorização do Congresso

Por Márcio Jandrey, Portal América.

A divulgação das novas imagens da ilha privada de Jeffrey Epstein, realizada por deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos, reacendeu o debate público sobre o alcance e a gravidade dos crimes cometidos pelo bilionário. As fotografias mostram ambientes luxuosos e cômodos detalhados da propriedade em Little Saint James, nas Ilhas Virgens Americanas, onde, segundo investigações, parte das violações sexuais promovidas por Epstein ocorria. A liberação desse material faz parte dos arquivos oficiais da investigação, cuja divulgação foi autorizada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Donald Trump, em um esforço para ampliar a transparência e responder às pressões políticas e sociais relacionadas ao caso.

Entre as imagens reveladas, há registros de quartos, salas e até áreas pouco convencionais, como um cômodo equipado com uma cadeira utilizada por dentistas e decorado com máscaras, cuja finalidade permanece desconhecida para os investigadores. Também chama atenção a fotografia de um telefone com uma lista de contatos que inclui nomes como Darren, Rich, Mike e Patrick, embora não haja informações sobre a identificação dessas pessoas. Alguns nomes foram ocultados por razões legais. Além disso, fotos de banheiros com duchas múltiplas e pilhas de toalhas sugerem a existência de estruturas preparadas para receber grande movimentação de pessoas, reforçando suspeitas sobre a natureza sistemática dos crimes atribuídos a Epstein.

A liberação dos documentos relacionados ao caso tornou-se um dos temas mais polêmicos da atual gestão Trump. Embora o presidente tenha prometido divulgar os arquivos antes de iniciar o segundo mandato, o governo evitou tratar do assunto nos meses seguintes. Somente após intensa pressão do Congresso, incluindo apoio amplo de republicanos, e diante da forte aprovação popular pela transparência, Trump autorizou a publicação oficial das investigações. Com prazo estabelecido para 19 de dezembro, a expectativa em torno dos documentos cresce, enquanto novas revelações, como as imagens divulgadas, continuam alimentando questionamentos sobre a extensão da rede de contatos e das atividades ilícitas do bilionário.

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