A administração Trump anunciou uma revisão abrangente de todos os green cards concedidos a imigrantes provenientes de 19 países considerados sensíveis em termos de segurança nacional. Joseph Edlow, diretor do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), afirmou que o presidente ordenou uma “reavaliação completa e rigorosa” dos documentos emitidos a indivíduos de cada país identificado como “de preocupação”. A lista inclui nações como Afeganistão, Cuba, Haiti, Irã, Somália e Venezuela, conforme um decreto presidencial publicado em junho. A iniciativa ocorre após o ataque em Washington, no qual um afegão que chegou ao país em 2021, por meio de um programa especial de proteção, teria baleado dois membros da Guarda Nacional.
Segundo a administração, o principal objetivo dessa reavaliação é reforçar a segurança interna, avaliando potenciais falhas no processo de triagem que permitiram a entrada de pessoas consideradas de alto risco. O decreto de junho mencionado pelo USCIS destaca fatores como ameaças terroristas, falta de cooperação governamental, ausência de sistemas confiáveis de emissão de documentos e altas taxas de permanência excedida em vistos de diferentes categorias. Países como Mianmar, Chade, República do Congo e Líbia também estão incluídos na revisão. A administração argumenta que condições políticas instáveis, como o controle do Talibã no Afeganistão, comprometem processos adequados de verificação e justificam medidas adicionais de precaução.
O ataque da quarta-feira motivou declarações duras do presidente Donald Trump, que classificou o episódio como evidência de um grave risco à segurança nacional. Ele responsabilizou políticas migratórias anteriores, alegando que milhões de estrangeiros supostamente “desconhecidos e não verificados” teriam sido admitidos no país. Paralelamente à revisão dos green cards, o USCIS também anunciou recentemente a reavaliação de todos os refugiados admitidos durante o governo Joe Biden e suspendeu temporariamente o processamento de solicitações de imigração de afegãos, alegando a necessidade de revisar protocolos de segurança e triagem. Essas ações marcam uma intensificação na postura da administração em relação ao controle migratório e ao reforço das medidas de segurança.