A cobertura internacional sobre o início do cumprimento da pena de 27 anos de prisão por Jair Bolsonaro ganhou destaque em alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Jornais como The New York Times, The Guardian e Le Monde colocaram o caso em posição de relevância, apontando que o ex-presidente brasileiro começou a cumprir a condenação em regime fechado após ser considerado culpado por crimes ligados à tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022. A imprensa estrangeira também enfatizou que sua defesa deve reforçar pedidos por regime domiciliar, alegando motivos de saúde.
Nos Estados Unidos, o New York Times descreveu a condenação como fruto de “vasta quantidade de provas” que demonstrariam a atuação de Bolsonaro e de aliados na tentativa de enfraquecer a confiança no sistema eleitoral brasileiro. O jornal comparou o caso ao de outros ex-presidentes brasileiros que enfrentaram processos criminais, como Lula e Fernando Collor. Já o The Guardian, no Reino Unido, destacou no título que Bolsonaro cumprirá pena por “conspirar um golpe” e mencionou detalhes sobre as condições de encarceramento, como a cela de 12m². O jornal conversou com apoiadores e críticos do ex-presidente e apontou análises de especialistas que afirmam que sua influência política teria diminuído.
Na Europa continental e na América Latina, o tom seguiu a mesma linha factual. O francês Le Monde apresentou uma cronologia completa dos fatos que levaram da investigação à prisão, incluindo a ordem de detenção preventiva após a tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica. Já veículos como Clarín, na Argentina, e El Universal, no México, reproduziram informações da agência EFE, reforçando que a prisão só foi formalizada após o trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recursos. A ampla repercussão mostra como a situação de Bolsonaro se tornou um tema de interesse global, marcado por forte atenção midiática e análises sobre seu impacto na política brasileira.