Durante a tradicional cerimônia de Ação de Graças na Casa Branca, o presidente Donald Trump protagonizou um momento bem-humorado ao imitar um peru antes de conceder o tradicional “perdão presidencial” ao animal, gesto simbólico que o livra de virar refeição na ceia do feriado. A prática, que hoje é parte do calendário oficial da Casa Branca, começou de forma informal em 1947, no governo Harry Truman, mas só se tornou uma cerimônia formal a partir de 1989, quando George H. W. Bush instituiu o primeiro perdão oficial.
Durante o evento, Trump fez piadas com a plateia e aproveitou o momento para alfinetar rivais políticos. Ele afirmou que os perdões concedidos no ano anterior seriam “inválidos” porque, segundo ele, o então presidente Joe Biden havia usado “uma caneta automática” para assiná-los. Em outro momento, ironizou líderes democratas ao dizer que chegou a considerar nomear os perus de “Chuck” e “Nancy”, referência a Chuck Schumer e Nancy Pelosi, mas que, se fizesse isso, não os perdoaria, nem mesmo se Melania insistisse. No fim, os perus oficialmente agraciados foram Gobble e Waddle, nomes que fazem trocadilhos com o som e o jeito de andar característicos da espécie.
A celebração ocorre às vésperas do feriado de Ação de Graças, um dos mais importantes dos Estados Unidos, marcado por reuniões familiares e um cardápio tradicional que inclui peru assado, recheio, batatas, molho de cranberry e caçarola de vagem. Enquanto Gobble e Waddle escapam do forno, milhões de outros perus serão servidos em todo o país nesta quinta-feira, reforçando a dimensão cultural e simbólica de uma data considerada quase tão significativa quanto o Natal para os norte-americanos.