Os acionistas da Tesla aprovaram nesta quinta-feira um pacote de remuneração estimado em US$ 1 trilhão para o CEO Elon Musk, o maior pagamento já concedido a um executivo na história corporativa. A decisão, realizada durante a assembleia anual da montadora em Austin, Texas, encerra semanas de intensa campanha conduzida pelo conselho da empresa, pelo próprio Musk e por grandes investidores para garantir a aprovação do plano. O pacote, que se estende por dez anos, reforça a influência do bilionário sobre a Tesla, marcando um novo capítulo na trajetória de uma das companhias mais inovadoras do mercado automotivo global.
O novo acordo de remuneração estabelece metas ambiciosas para que Musk receba o valor integral, incluindo a expansão expressiva do valor de mercado da Tesla, o fortalecimento do negócio automotivo e o avanço em áreas estratégicas, como inteligência artificial e robótica veicular. Caso cumpra os objetivos, Musk poderá aumentar sua participação acionária para 25% ou mais, consolidando seu controle sobre a companhia. A proposta recebeu o apoio de 75% dos acionistas, um sinal claro de confiança na capacidade do empresário de guiar a Tesla em direção a uma nova fase de crescimento tecnológico e financeiro.
A votação foi considerada decisiva para o futuro da empresa, especialmente após Musk afirmar que poderia reduzir seu envolvimento na Tesla caso não obtivesse o controle desejado. Com a aprovação, o bilionário deve seguir à frente da montadora, impulsionando projetos voltados para veículos autônomos e sistemas de IA que buscam redefinir a mobilidade global. Apesar dos desafios recentes no setor de carros elétricos, as ações da Tesla acumulam alta de 14% em 2025, mantendo-se próximas ao desempenho do índice S&P 500, e reforçando o otimismo de investidores quanto ao papel central da empresa no futuro da tecnologia automotiva.