Estados Unidos voltam a testar armas nucleares pela primeira vez desde 1992

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O presidente Donald Trump anunciou que ordenou o Departamento de Guerra a retomar os testes de armas nucleares do país, algo que não acontece desde 1992. A decisão, segundo ele, foi motivada pelo avanço dos programas nucleares de outras potências, como Rússia e China. Trump afirmou que os EUA possuem o maior e mais moderno arsenal nuclear do mundo, resultado de atualizações realizadas em seu primeiro mandato. Apesar de declarar que “odiou fazer isso”, o presidente disse não ter tido escolha diante da escalada internacional.

O anúncio provocou reações imediatas de Moscou e Pequim. A China fez um apelo para que Washington não realize testes nucleares, enquanto a Rússia afirmou que fará o mesmo caso os americanos avancem com a medida. O discurso de Trump veio poucos dias depois de o presidente russo, Vladimir Putin, divulgar o sucesso de um teste do super torpedo nuclear Poseidon, uma arma capaz de gerar ondas radioativas no oceano e tornar cidades costeiras inabitáveis. O Kremlin também testou recentemente o míssil nuclear Burevestnik, descrito por Putin como “invencível”.

Autoridades americanas apontam que a China tem expandido rapidamente seu arsenal nuclear, dobrando seu número de ogivas desde 2020 e podendo ultrapassar mil unidades até 2030. Especialistas alertam que a decisão dos EUA pode agravar a tensão entre as potências e desencadear uma nova corrida armamentista global. Além do impacto estratégico, testes nucleares oferecem dados sobre o desempenho e a confiabilidade das armas, mas também enviam um sinal político de força, especialmente num momento de crescente rivalidade entre Washington, Moscou e Pequim.

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