“Tempestade do século”: Jamaica se prepara para impacto catastrófico do furacão Melissa

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O furacão Melissa, de categoria 5, avança com força máxima sobre o Caribe e deve atingir a Jamaica nesta terça-feira, sendo considerado o mais forte já registrado na história da ilha. Com ventos que chegam a 295 km/h, o fenômeno foi classificado por meteorologistas como “a tempestade do século”, representando um risco extremo para cerca de metade da população jamaicana. Antes mesmo de tocar o solo, o furacão já provocou fortes tempestades e deixou três mortos no país. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) alerta que os impactos serão severos, com inundações, deslizamentos de terra e marés que podem elevar o nível do mar em até quatro metros.

Em resposta à gravidade da situação, o governo da Jamaica mobilizou um grande esquema de emergência. Foram abertos cerca de 900 abrigos em todo o país e emitidas ordens de evacuação obrigatória, inclusive na capital Kingston. As autoridades também transferiram pacientes de hospitais localizados em áreas costeiras e prepararam geradores de energia para garantir o funcionamento de unidades de saúde durante e após a passagem do furacão. O primeiro-ministro Andrew Holness destacou que o país enfrenta um desafio sem precedentes, mas reafirmou o compromisso do governo em garantir uma recuperação rápida e coordenada.

Após atravessar a Jamaica, o furacão Melissa deve seguir em direção a Cuba, onde também há alertas de furacão para várias províncias, incluindo Santiago e Guantánamo. As autoridades cubanas já iniciaram a evacuação de mais de 600 mil pessoas das áreas de risco, enquanto fortes chuvas atingem regiões do Haiti e da República Dominicana. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) classificou o Melissa como um evento de destruição excepcional e reforçou que ele pode causar danos significativos em todo o Caribe antes de seguir rumo às Bahamas. Mesmo diante do cenário desafiador, líderes locais e organizações humanitárias destacam a importância da cooperação e da resiliência das comunidades afetadas.

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