Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado pela tentativa de assassinato de Donald Trump em 2024. O ataque ocorreu no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida, quando o então candidato republicano à presidência jogava golfe. De acordo com o júri, Routh apontou um fuzil contra Trump por trás de uma cerca, mas foi surpreendido por um agente do Serviço Secreto, que conseguiu conter o atentado. Embora a pena ainda não tenha sido divulgada, o acusado pode enfrentar prisão perpétua.
Além da acusação de tentativa de assassinato, Routh foi considerado culpado por agressão a um policial federal e por múltiplas violações envolvendo o porte de armas de fogo. Durante o julgamento, o promotor John Shipley destacou que o plano foi “cuidadosamente elaborado” e que, sem a intervenção do agente, Trump “não estaria vivo”. Após a leitura da sentença, Routh tentou ferir o próprio pescoço com uma caneta, mas foi contido rapidamente por agentes de segurança e retirado do tribunal.
O caso reacendeu o debate sobre violência política nos Estados Unidos, especialmente após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido recentemente. A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, afirmou que a condenação “demonstra o compromisso do Departamento de Justiça em punir quem recorre à violência política”, classificando a tentativa de assassinato como “uma afronta à nação”. Trump, em suas redes sociais, comemorou a decisão e chamou Routh de “um homem mau com uma intenção maligna”.