O furacão Gabrielle manteve sua força nesta segunda-feira com ventos sustentados de 90 mph (cerca de 145 km/h), sendo classificado como categoria 1. O sistema estava localizado a aproximadamente 210 milhas a sudeste das Bermudas, avançando em direção norte-noroeste a 16 km/h. A previsão é que mude de direção ao longo do dia, passando a seguir rumo ao norte e depois nordeste, afastando-se para o Atlântico aberto após passar próximo ao arquipélago. Apesar disso, as autoridades alertaram para a formação de ondas fortes e correntes de retorno perigosas, que já afetam as Bermudas e devem atingir a costa leste dos Estados Unidos e o Canadá nos próximos dias.
Enquanto Gabrielle segue seu percurso, o Centro Nacional de Furacões (NHC) acompanha duas novas ondas tropicais no Atlântico que apresentam potencial de desenvolvimento. Uma delas, localizada no Atlântico central, já encontra condições ambientais mais favoráveis e pode evoluir para depressão tropical até a metade da semana, com 70% de chance de formação em sete dias. A segunda onda, situada a cerca de 640 km a leste das Pequenas Antilhas, ainda está desorganizada, mas pode ganhar força até o final da semana, quando deve se aproximar das Bahamas.
Segundo o NHC, independentemente da evolução, a segunda onda trará ventos fortes e chuvas às Ilhas de Sotavento entre segunda e terça-feira. Caso algum dos sistemas se intensifique, o próximo nome da lista de tempestades tropicais será Humberto, seguido por Imelda. A temporada de furacões do Atlântico, que vai de 1º de junho a 30 de novembro, ainda deve registrar forte atividade. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) projeta de 13 a 18 tempestades nomeadas, das quais até nove podem se tornar furacões, sendo de dois a cinco de categoria 3 ou superior.