O presidente Donald Trump estendeu o prazo para que a ByteDance conclua a venda do TikTok nos Estados Unidos. Trata-se da quarta prorrogação feita pelo governo, que agora impede até 16 de dezembro de 2025 que o Departamento de Justiça aplique uma lei de segurança nacional que poderia banir o aplicativo no país. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, um “acordo estruturado” foi alcançado envolvendo a plataforma, enquanto a legislação previa penalidades a empresas como Apple, Google e provedores de internet que mantivessem serviços ligados ao TikTok sem um desinvestimento.
De acordo com o Wall Street Journal, cerca de 80% das operações do TikTok nos Estados Unidos seriam transferidas para um consórcio de investidores formado por Oracle, Silver Lake e Andreessen Horowitz. O arranjo exigiria ainda que os usuários americanos migrassem para um novo aplicativo, segundo a publicação. O acordo, que também inclui investidores atuais da ByteDance, deve ser finalizado entre 30 e 45 dias e prevê a manutenção do contrato de computação em nuvem da Oracle com o TikTok. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, devem discutir os termos da negociação em encontro marcado para sexta-feira.
Bessent afirmou que os pontos comerciais centrais do acordo já estavam definidos desde março ou abril, mas foram suspensos após as tarifas e políticas comerciais impostas por Washington à China. Segundo ele, a ameaça de Trump de permitir que o TikTok fosse “desligado” nos EUA contribuiu para que Pequim aceitasse retomar as negociações. Em comunicado, um alto funcionário da Casa Branca ressaltou que detalhes sobre o acordo só poderão ser considerados oficiais após anúncio formal da administração. O TikTok não respondeu aos pedidos de comentário sobre o caso.