Os Estados Unidos avaliam a aplicação de sanções econômicas contra o Banco do Brasil, além de medidas adicionais relacionadas às importações de óleo diesel da Rússia pelo país. Segundo fontes em Washington, a decisão está ligada à aplicação da Lei Magnitsky e ao uso de serviços financeiros internacionais por autoridades brasileiras. O Banco do Brasil afirmou que cumpre integralmente as legislações locais e internacionais, reforçando que está preparado para lidar com regulamentações globais.
Paralelamente, avança em Washington a disputa sobre a tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros. Empresas e associações americanas apresentaram argumentos coordenados para sustentar a manutenção da alíquota, alegando que a competitividade do Brasil está associada a práticas como desmatamento ilegal e trabalho forçado. O governo brasileiro, por sua vez, prepara defesa na audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), destacando o impacto negativo das medidas para setores estratégicos.
A administração Trump também estuda elevar tarifas sobre o diesel russo importado pelo Brasil, medida semelhante à aplicada recentemente contra a Índia. Em 2024, o Brasil comprou cerca de US$ 12,5 bilhões em produtos russos, principalmente combustíveis e fertilizantes. A decisão reforça a pressão de Washington sobre países que mantêm vínculos comerciais relevantes com Moscou e pode abrir nova frente de atrito entre Brasília e a Casa Branca.