Navios de guerra perto da Venezuela aumentam tensão na região

Por Márcio Jandrey, Portal América.

Os Estados Unidos aumentaram de forma significativa sua presença militar nas águas próximas à Venezuela, levantando suspeitas de que a movimentação possa ir além do combate a cartéis de drogas, como afirma oficialmente a Casa Branca. Segundo informações da imprensa norte-americana, a operação envolve ao menos três destróieres guiados por mísseis, um cruzador e um submarino nuclear, todos deslocados para a região do Caribe. A iniciativa é apresentada pelo governo Trump como parte de uma grande ofensiva contra organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de entorpecentes, mas especialistas avaliam que o simbolismo estratégico da operação vai muito além, já que ocorre em meio ao aumento da pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

O presidente Donald Trump voltou a classificar Maduro como líder de um “cartel de drogas” e anunciou o aumento da recompensa por sua captura para US$ 50 milhões. De acordo com analistas, essa é uma das maiores mobilizações navais dos EUA na região, o que reforça de que se trata também de um recado político e militar. Além de fortalecer a presença marítima, o Pentágono declarou que aeronaves de vigilância e drones de longo alcance também foram mobilizados para monitorar embarcações e rotas suspeitas, ampliando a capacidade de dissuasão na região.

Em resposta, o governo de Nicolás Maduro reagiu à movimentação descrevendo-a como um ato de ameaça à soberania venezuelana e denunciando um suposto plano de mudança de regime disfarçado de combate ao narcotráfico. Maduro mobilizou tropas, aviões de combate e milhares de milicianos para as fronteiras terrestres e zonas costeiras, em uma demonstração de resistência. Em discurso transmitido em rede nacional, Maduro acusou os Estados Unidos de preparar um cenário de intervenção militar e afirmou que a Venezuela está pronta para defender-se de qualquer agressão externa.

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