O líder norte-coreano Kim Jong-un criticou duramente os exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, classificando-os como uma expressão clara da vontade dos aliados de provocar uma guerra. Kim ressaltou que os manuais e simulações atuais incorporam um “elemento nuclear”, justificando assim sua decisão de acelerar a expansão do arsenal nuclear norte-coreano.
O treinamento começou nesta semana e deve se estender por 11 dias, mobilizando cerca de 21 mil militares, sendo 18 mil da Coreia do Sul. Os exercícios incluem operações simuladas em comando e treinamentos de campo, com foco em reforçar a prontidão contra ameaças nucleares vindas do Norte. Embora Washington e Seul defendam que as manobras têm caráter defensivo, Pyongyang as enxerga como ensaios de invasão, justificando assim seus preparativos militares.
Em paralelo à crítica, Kim Jong-un ressaltou que o ambiente de segurança na região se torna mais sério a cada dia, exigindo mudanças drásticas nos conceitos militares existentes. Além da ampliação nuclear, ele destacou que seu país está investindo na modernização da marinha, com o novo destróier Choe Hyon equipado para lançar mísseis balísticos e de cruzeiro com capacidade nuclear, e planeja concluir um terceiro navio da mesma classe até outubro de 2026.