Rússia exige territórios do leste ucraniano em negociação com Trump

Por Márcio Jandrey, Portal América.

Durante a reunião no Alasca, o presidente russo Vladimir Putin propôs ao presidente Donald Trump que a Ucrânia cedesse as regiões de Donetsk e Lugansk à Rússia como condição para encerrar a guerra. Em troca, Putin ofereceu congelar a linha de frente nas regiões de Kherson e Zaporizhzhya, onde as forças russas ainda avançam. A proposta foi apresentada como um caminho para a paz, mas levantou imediatas preocupações sobre a integridade territorial ucraniana e as implicações internacionais do acordo.

Trump comunicou a proposta a líderes europeus e sugeriu que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerasse aceitar os termos, argumentando que a Rússia é uma potência significativa e que a Ucrânia deveria avaliar o acordo. No entanto, Zelensky rejeitou firmemente a ideia de ceder qualquer território, reiterando que a soberania da Ucrânia não está à venda e expressando dúvidas sobre a eficácia de um acordo sem um cessar-fogo prévio. A posição ucraniana destacou a tensão entre buscar a paz e proteger a integridade nacional.

Líderes europeus, incluindo França, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Japão, discutem formas de garantir a segurança da Ucrânia em qualquer negociação futura, enfatizando que mudanças territoriais forçadas são inaceitáveis. A proposta de Putin marca um ponto crítico nas negociações, colocando em evidência o papel dos Estados Unidos e aliados europeus na mediação do conflito e levantando questões sobre como equilibrar interesses estratégicos e a defesa da soberania ucraniana.

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