A disputa global por especialistas em inteligência artificial se transformou em uma verdadeira corrida de ouro. Gigantes como Google, Meta e Microsoft estão oferecendo pacotes salariais que podem chegar a US$ 100 milhões anuais para atrair nomes de peso da pesquisa em IA. Além dos salários, entram na conta bônus milionários, participação acionária e contratos de longo prazo, numa tentativa de assegurar exclusividade em um setor cada vez mais competitivo.
Em um caso que chamou atenção, a Meta ofereceu US$ 250 milhões para contratar um pesquisador de apenas 24 anos, estabelecendo um novo patamar no mercado. Essa movimentação não é isolada: especialistas apontam que os cientistas de IA mais renomados já são considerados os profissionais mais disputados do mundo, superando até executivos de alto escalão em termos de valorização e custo para as empresas. Para as Big Techs, cada contratação pode significar anos de vantagem tecnológica sobre concorrentes.
A estratégia também envolve as chamadas “reverse acquihires”, quando companhias compram startups não pelo produto ou serviço, mas sim para absorver diretamente suas equipes de pesquisa e liderança. Isso permite acelerar projetos internos de IA sem passar por processos longos de integração ou riscos antitruste. Na prática, os talentos se tornaram o verdadeiro ativo estratégico na corrida pelo domínio da próxima era tecnológica, que promete redefinir desde a economia digital até o cotidiano das pessoas.