A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, a realização da primeira temporada de caça ao urso-negro no estado desde 2015. O período de caça foi definido para ocorrer entre 6 e 28 de dezembro, com limite de 187 permissões emitidas por sorteio — cada caçador poderá abater apenas um animal. A medida busca controlar a população estimada de aproximadamente 4.000 ursos-no estado. Além disso, está vedada a caça de filhotes e fêmeas com filhotes, e a temporada será restrita a quatro unidades de gestão específicas, em áreas com maiores densidades populacionais.
A decisão, embora considerada “baseada na ciência” pelos defensores, gerou forte resistência de entidades ambientais, que classificaram o plano como “crueldade legalizada”. Organizações como Sierra Club e Bear Defenders criticam a aprovação, apontando que ela se apoia em dados desatualizados e pode comprometer esforços de conservação. Eles também alertam para os riscos do uso de armadilhas com isca, arco e flecha, e cães treinados — práticas que consideram inapropriadas e desnecessárias para a gestão populacional.
Os defensores da caça, por outro lado, explicam que ela é uma resposta ao aumento das interações entre ursos e seres humanos, como o ataque fatal que aconteceu em maio, quando um idoso foi morto. Rodney Barreto, presidente da FWC, afirmou que a caça controlada é uma maneira sustentável de equilibrar a população de animais com o espaço disponível. Eles também consideram que a introdução de licenças limitadas e regras mais rígidas é um avanço em comparação à temporada de 2015, quando houve permissões ilimitadas e 300 ursos foram mortos em apenas dois dias, incluindo fêmeas com filhotes.